Arquivo mensal: maio 2017

A mulher de Apocalipse 12 é Maria, Israel ou a Igreja?

“A instituição da Rainha Mãe surge, pela primeira vez, na descendência da casa da Davi, nos reis que vieram após o seu reinado. Na narrativa bíblica sobre a entronização de Salomão percebe-se claramente a reverência do rei pela mãe Betsabé, quando esta vem visitá-lo. O livro de I Reis, capítulo 2, versículo 19, diz:

“Betsabé foi, pois, ter com o rei para falar-lhe em favor de Adonias. O rei levantou-se para ir-lhe ao encontro, fez-lhe uma profunda reverência e sentou-se no trono. Mandou colocar um trono para a sua mãe, e ela sentou-se à sua direita”

Essa atitude de Salomão remete imediatamente ao Salmo 44: “posta-se à vossa direita a rainha, ornada de ouro de Ofir.” Essa rainha é a gebirah, a rainha mãe. Os hebreus mantiveram essa tradição até o exílio da Babilônia, quando não havia mais rei. A partir dessa época, começa-se a esperar a vinda do novo filho de Davi, o messias.

Quando o Anjo Gabriel visita a Virgem Maria e lhe revela os planos de Deus, fala que Jesus herdará “o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó”. Ademais, saúda Maria, dizendo “Ave, cheia de Graça”. Gabriel está saudando a rainha mãe, a mãe do “Filho do Altíssimo”, cujo “reino não terá fim.” Do mesmo modo também diz Isabel, quando Maria chega a sua casa para ajudá-la: “Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?” (Cf. Lc 1, 43)

No apocalipse de São João se encontra alguns traços desse reinado. E é também nesse mesmo livro que a Virgem Maria surge mais uma vez como rainha, “uma Mulher revestida do sol, com a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas.” (Cf. Ap 12, 1)

Alguns protestantes ficam perplexos perante essa interpretação da Igreja. A mulher, nesse caso, seria apenas um simbolismo da antiga cidade de Israel e das doze tribos. Ou então uma alusão à Igreja triunfante sendo coroada no céu.” [1]

Nesse caso, qual é a interpretação correta? A mulher do apocalipse é a Virgem Maria? A Igreja triunfante? Ou é o povo de Israel? Descubra a resposta através de Jimmy Akin.

Fontes do Texto

[1] Por que nós chamamos a Virgem Maria de Rainha e de Senhora? https://padrepauloricardo.org/episodios/por-que-nos-chamamos-a-virgem-maria-de-rainha-e-de-senhora

Todas as pessoas vão para o céu?

“Há inferno. – Uma afirmação que para ti é sem dúvida um lugar-comum. – Vou-te repetir: há inferno! Vê se me serves de eco, oportunamente, ao ouvido daquele companheiro… e daquele outro.” (São Josemaria Escrivá, Caminho – 749).

Pode parecer besteira fazer essa pergunta, mas o mundo moderno está tão relativista, que essa verdade de fé é muitas vezes esquecida. Ninguém melhor do que o Bispo Athanasius Schneider, com sua clareza habitual, para nos recordar o ensinamento de Nosso Senhor Jesus Cristo, e também da sua Igreja, a respeito do inferno.

Como alguns dias atrás completou-se 100 anos das aparições de Nossa Senhora em Fátima, é conveniente meditarmos sobre esse real perigo, conforme diz o bispo. Abaixo segue o relato a respeito do inferno, segundo a visão dos pastorinhos de Fátima:

“Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra. Mergulhados nesse fogo os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronzeadas com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que d’elas mesmas saiam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faulhas em grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor. Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros. Esta vista foi um momento, e graças à nossa boa Mãe do Céu; que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o Céu (na primeira aparição) se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.” [1]

O Catecismo da Igreja Católica também ensina:
§1861 O pecado mortal é uma possibilidade radical da liberdade humana, como o próprio amor. Acarreta a perda da caridade e a privação da graça santificante, isto é, do estado de graça. Se este estado não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus, causa a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no inferno, já que nossa liberdade tem o poder de fazer opções para sempre, sem regresso. No entanto, mesmo podendo julgar que um ato é em si falta grave, devemos confiar o julgamento sobre as pessoas à justiça e à misericórdia de Deus.

Fonte do texto:

[1] http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20000626_message-fatima_po.html

Vídeo facebook: https://www.facebook.com/OtradutorCatolico/videos/1837853143133317/
Twitter: https://twitter.com/otradcatolico

Scott Hahn – O purgatório na bíblia

Dr. Scott Hahn, mestre e doutor, Ph.D em Teologia Bíblica, é considerado um dos maiores especialistas em Bíblia do mundo, – sendo exatamente esta a razão (seus profundos conhecimentos) que o levou a converter-se num católico fervoroso. [2] Nesse vídeo ele explica como compreendeu o ensinamento da Igreja Católica a respeito do purgatório..

“O purgatório é uma exigência da razão e mesmo da caridade de Deus por nós. A palavra “purgatório” não existe na Bíblia, foi criada pela Igreja, mas a realidade, o “conceito doutrinário” deste estado de purificação existe amplamente na Sagrada Escritura. A Igreja não tem dúvida desta realidade por isso, desde o primeiro século reza pelo sufrágio das almas do purgatório.

O ensinamento sobre o purgatório tem raízes já na crença dos próprios judeus do Antigo Testamento; cerca de 200 anos antes de Cristo, quando ocorreu o episódio de Judas Macabeus. Narra-se aí que alguns soldados judeus foram encontrados mortos num campo de batalha, tendo debaixo de suas roupas alguns objetos consagrados aos ídolos, o que era proibido pela Lei de Moisés. Então Judas Macabeus mandou fazer uma coleta para que fosse oferecido em Jerusalém um sacrifício pelos pecados desses soldados:

“(..) Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles. Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas”. (II Macabeus, 12, 40-45).

Com base nos ensinamentos de São Paulo, a Igreja entendeu também a realidade do purgatório. Em 1 Cor 3, 10, ele fala de pessoas que construíram sobre o fundamento que é Jesus Cristo, utilizando uns, material precioso, resistente ao fogo (ouro, prata, pedras preciosas) e, outros, materiais que não resistem ao fogo (palha, madeira). São todos fiéis a Cristo, mas uns com muito zelo e fervor, e outros com tibieza e relutância. E São Paulo apresenta o juízo de Deus sob a imagem do fogo a provar as obras de cada um. Se a obra resistir, o seu autor “receberá uma recompensa”; mas, se não resistir, o seu autor “sofrerá detrimento”, isto é, uma que não será a condenação; pois o texto diz explicitamente que o trabalhador “se salvará, mas como que através do fogo”, isto é, com sofrimentos.” [1]

Rezemos sempre pelas almas do purgatório!

Fonte do texto:

[1] http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2014/04/04/o-purgatorio-na-biblia/
[2] http://www.ofielcatolico.com.br/2002/03/todos-os-caminhos-levam-roma-historia.html

Vídeo no facebook: https://www.facebook.com/OtradutorCatolico/videos/1834326210152677/

Ateia se converte à Igreja Católica (Conversão Jennifer Fulwiler)

“Visto que tenho familiaridade com o uso de tecnologia da informática, eu criei um “blog”, e comecei a publicar perguntas difíceis, por esse meio eletrônico. Muitos foram os que visitaram meu blog, comentando e apresentando suas respostas.

E as melhores respostas vieram dos católicos. Muito me impressionou o fato de que para cada pergunta minha eles tinham uma resposta pronta; e os argumentos dos católicos eram razoáveis e sólidos.

Quando comecei a mostrar para Joe as respostas recebidas dos católicos, nele também começou a crescer o interesse pela religião e, de maneira especial, pela religião católica. Eu e meu esposo sempre trabalhamos juntos, e era ,maravilhoso que nós dois, outrora tão anticatólicos, pudéssemos discutir e nos interessar, juntos, pelos assuntos da religião católica.

Porém, nossas perguntas eram diferentes. Quanto a mim, as perguntas que mais me confundiam eram as que se referiam à doutrina da Igreja sobre o matrimônio, contracepção e aborto. Antes, eu era a favor do aborto, e julgava que a posição da Igreja era maluca, sem sentido!

Quanto às dificuldades de Joe, eram diferentes. Ele não entendia a doutrina da Igreja Católica no tocante à apologética, especialmente, com referência a Nossa Senhora. Ainda outro fator que o inquietava era a própria Igreja Católica; Joe jamais entendera, com profundidade, que foi o próprio Cristo que fundou a Igreja Católica. Para ele, qualquer igreja, seja qual fosse, era boa.

No início, eu e meu marido jamais falávamos de religião. Joe era batista, mas não praticante, e eu era ateia, e por isso encontramos uma forma de manter o compromisso entre nós: jamais falamos de religião. Nossa vida era completamente sem Deus.” [1]

Para Jennifer Fulwiler, a conversão ao catolicismo foi uma viagem gratificante, cheia de vitórias e provações, tal como o indica em seu último livro chamado “Tudo, Menos Deus” (Ele é vendido aqui http://ecclesiae.com.br/tudo-menos-deus?search=jennifer). [2]

Fonte do texto:

[1] https://goo.gl/qUExds
[2] https://goo.gl/QJBoUf

Twitter https://twitter.com/otradcatolico
Vídeo no facebook: https://www.facebook.com/OtradutorCatolico/videos/1831111553807476/