Arquivo mensal: janeiro 2019

Os Pais da Igreja sobre a Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria

Tradução Symon Bezerra – Texto original por Dr. Taylor Marshal: The Church Fathers on the Immaculate Conception of the Blessed Virgin Mary

Os Pais da Igreja acreditaram que a Bem-Aventurada Virgem Maria foi isenta de toda a maldição de Eva e de todo o pecado. Enquanto a doutrina do pecado original estava sob desenvolvimento (e deste modo o dogma da Imaculada Conceição), os Pais da Igreja acreditavam que Maria era sem pecado. Abaixo estão alguns exemplos:

“Esta Virgem Mãe do Unigênito de Deus, é chamada Maria, digna de Deus, imaculada das imaculadas, uma do uno.” Orígenes, Homilia 1 (244 d.C.).

“Tu somente e tua Mãe são em todas as coisas justos, não há falha em ti e não há mancha em tua Mãe.” Efrém, Hinos Nisibenos 27:* (370 d.C.)

“Ó nobre Virgem, verdadeiramente tu és maior que qualquer grandeza. Pois quem é igual a ti em grandeza, ó habitação do Verbo Divino? A quem entre as criaturas devo te comparar, ó Virgem? Tu és maior que todas elas ó Aliança, vestida com pureza ao invés do ouro! Tu és a Arca na qual é encontrada o vaso dourado contendo o verdadeiro maná, isto é, a carne na qual a divindade reside.” Atanásio, Homília do Papiro de Turin 71:216 (antes de 373 d.C.).

“Maria, uma Virgem não apenas incorrupta mas uma Virgem que a graça fez inviolável, livre de qualquer mancha do pecado.” Ambrósio, Sermão 22, 30 (388 d.C.).

“Nós devemos abrir exceção para a Santa Virgem Maria, sobre quem eu não quero levantar questão quando falamos sobre pecados, para honrar o Senhor; pois dEle nós sabemos qual abundante graça para superar o pecado em cada um particularmente foi conferida sobre ela que teve o mérito de concebê-l’O e gerá-l’O que sem dúvida não tinha pecado.” Agostinho, Natureza e Graça 4, 36 (415 d.C.)

“Ele a fez sem mancha dela mesma, assim Ele procedeu dela sem contrair mancha.” Proclo de Constantinopla, Homilia 1 (antes de 446  d.C.).

“Uma virgem, inocente, impecável, livre de todo defeito, intocada, incorrupta, santa de corpo e alma, como um lírio brotando entre espinhos.” Teodoto de Ancira, Homilia 6, 11(antes de 446  d.C.).

“O anjo não tomou a Virgem de José, mas deu-a a Cristo, pois ela estava prometida a José, mas foi dada a Cristo, para quem foi prometida no ventre, quando ela foi feita.” Pedro Crisólogo, Sermão 140 (449 d.C.)

“O simples fato de que Deus a elegeu prova que ninguém jamais foi mais santo que Maria, [e] se alguma mancha tivesse sua alma, se alguma outra virgem tivesse sido mais pura e santa, Deus teria simplesmente a escolhido e rejeitado Maria.” Jacó de Batnas (antes de 521 d.C.).

“Ela é nascida como os querubins, ela é [feita] de uma argila pura e imaculada.”Theotokos de Livias, Panegírico para a festa da Assunção 5:6 (antes de 650 d.C.)

“A humanidade de hoje, em toda a radiância de sua nobreza imaculada, recebe sua antiga beleza. A vergonha do pecado ofuscou o esplendor e a atração da natureza humana; mas quando a Mãe do Justo por excelência nasce, esta natureza recupera em sua pessoa seus antigos privilégios e é moldada de acordo com um modelo perfeito verdadeiramente digno de Deus… . A reforma da nossa natureza começa hoje e no velho mundo, sujeito a uma plena transformação divina, recebe os primeiros frutos da segunda criação.” André de Creta, Sermão 1 Sobre o Nascimento de Maria (733 d.C.)

“Verdadeiramente eleita, e superior a todos, não apenas pela atitude de nobres estruturas, mas excelente em toda a grandeza e pureza como as virtudes divinas e sublimes, e sem afinidade alguma como qualquer pecado.” Germano de Constantinopla, Marracci em S.Germani Mariali (antes de 733 d.C.)

“Ó mais bendito ventre de Joaqui do qual procedeu uma semente impecável! Ó glorioso ventre de Ana no qual a mais santa descendência nasceu.” João Damasceno, Homilia 1 (antes de 749 d.C.).

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Os olhos de Nossa Senhora de Guadalupe

Nesse vídeo podemos conhecer melhor algumas descobertas feitas por cientistas, a respeito das imagens encontradas nos olhos da Virgem de Guadalupe. O vídeo aborda uma nova descoberta, bastante atual para o tempo que vivemos de perseguição às famílias.

Vídeo original: https://youtu.be/5P6bCjc1Hes

Se o pai leva a sério a fé, os filhos também levarão, diz pesquisa.

Tradução por Simão Bezerra – Artigo original: If dad takes faith in God seriously, so will his children.

“Tenho procurado entre eles alguém que construísse o muro e se detivesse sobre a brecha diante de mim, em favor da terra…”. Ezequiel 22, 30

HOMENS… estes são os tempos em que você e eu vivemos… está é a terra com a qual lidamos. O que faremos sobre isso?

Em uma exortação apostólica poderosamente redigida, o Bispo Thomas Olmsted de Phoenix, Arizona, clamou aos homens para “não hesitarem em entrar na batalha que está sendo travada ao redor de vocês.”

Em uma exortação de 23 páginas, intitulada “Dentro da Brecha“, Dom Olmsted desafia os homens a entrarem em uma batalha, “primeiramente espiritual”, contra as forças que estão “progressivamente matando o caráter cristão remanescente na nossa sociedade e na nossa cultura, e até mesmo nas nossas casas.” Eis um trecho:

“Este mundo está sob ataque de Satanás, como nosso Senhor disse que estaria (1 Pedro 5, 8-14). Esta batalha está ocorrendo até na Igreja, e a devastação é muito evidente. Desde 2000 d.C. 14 milhões de Católicos deixaram a fé, a educação religiosa paroquial das crianças decaiu em 24%, a frequência das escolas católicas caiu em 19%, o batismo de crianças caiu em 28%, o batismo de adultos caiu em 31%, e os sacramentos matrimoniais católicos caíram em 41%. Isto é uma brecha séria, um buraco aberto nas linhas de batalha de Cristo. (…) Uma das razões principais pelas quais a Igreja está vacilando diante dos ataques de Satanás é que muitos homens católicos não têm “entrado na brecha” – para preencher este espaço que permanece aberto e vulnerável para mais ataques. Muitos têm deixado a fé, e muitos que permanecem “católicos” praticam a fé timidamente e apenas se comprometem minimamente em transmitir a fé aos seus filhos. Pesquisas recentes mostram que um alto número de jovens homens católicos estão deixando a fé para se tornar “nones” – homens que não têm afiliação religiosa. As perdas crescentes de jovens homens católicos terá um impacto devastador na Igreja nos Estados Unidos nas próximas décadas, à medida que os homens velhos falecerem e os homens jovens falharem em permanecer e casar na Igreja, acelerando as perdas que já aconteceram. (…) Estes fatos são devastadores. À medida que nossos pais, irmãos, tios, filhos e amigos se afastam da Igreja, eles caem mais e mais profundamente em pecado, cortando seus laços com Deus e deixando-se vulneráveis ao fogo do Inferno. Enquanto sabemos que Cristo acolhe de volta todo pecador que se arrepende, a verdade é que muitos homens católicos estão falhando em manter as promessas que fizeram no batismo de seus filhos – promessas de trazê-los para Cristo e criá-los na fé da Igreja.”

Um largo e importante estudo conduzido pelo governo suíço em 1994 e publicado em 2000 revelou alguns fatos espantosos em relação à transmissão da fé e valores religiosos por gerações. Em resumo, o estudo revela: “É a prática religiosa do pai de família que, acima de tudo, determina a futura presença ou ausência das crianças na igreja.”

O estudo relata:

Se tanto o pai quanto a mãe vão à igreja regularmente, 33% dos seus filhos vão frequentar regularmente, e 41% vão frequentar irregularmente. Apenas um quarto dos seus filhos vão acabar não praticando [a religião].

Se o pai é irregular e a mãe regular, apenas 3% dos filhos vão subsequentemente ser regulares, enquanto mais 59% se tornarão irregulares. 38% estarão perdidos.

Se o pai não é praticante e a mãe é regular, apenas 2% dos filhos se tornarão praticantes regulares, e 37% irão frequentar irregularmente. Mais de 60% dos seus filhos estarão completamente perdidos para a igreja!

O que acontece se o pai é regular mas a mãe é irregular ou não-praticante? Surpreendentemente, a porcentagem das crianças que se tornam regulares sobe de 33% para 38% com a mãe irregular e para 44% com a não praticante. Isso sugere que a lealdade ao compromisso do pai cresce em resposta ao desleixo ou à indiferença da mãe para a religião.

Em resumo, se um pai não vai à igreja – independentemente de quão fiel seja a devoção de sua esposa – apenas uma em cada 50 crianças se tornarão um adorador regular. Se um pai é regular, independentemente da prática da mãe, cerca de dois terços a três quartos dos seus filhos frequentarão a igreja (regular e irregularmente). Um dos motivos sugeridos para esta distinção é que as crianças tendem a aprender sobre a vida doméstica com a mãe enquanto as suas concepções do mundo exterior vêm do seu pai. Se o pai leva a fé em Deus à sério então a mensagem para seus filhos é que Deus deve ser levado à sério.

Isto confirma o papel essencial do pai como líder espiritual, o que eu chamaria de verdadeira paternidade. Os pais devem amar suas esposas assim como Cristo amou a Igreja, modelando o amor do Pai em seu mais importante relacionamento terreno. Os pais devem cuidar dos seus filhos assim como o Pai nos céus cuida de nós e, finalmente, os pais têm um papel principal em ensinar aos seus filhos a verdade sobre a realidade. É o pai que deveria instruir os seus filhos em seu entendimento do mundo a partir de uma cosmovisão católica consciente e informada. É o pai que é essencial para enviar seus filhos para a frente com uma visão bíblica da realidade e uma fé em Jesus que é enraizada em um entendimento sólido.

É tempo para os pais retornarem para a masculinidade honrosa e reconsiderar suas prioridades e realinhá-las com os mandamentos, decretos e leis de Deus, ensinando estas coisas para seus filhos “seja sentado em sua casa, seja andando pelo caminho, ao te deitares e ao te levantares”. (Deuteronômio 6, 7).

E se os protestantes estiverem certos sobre a Eucaristia?

Tradução por Simão Bezerra – Artigo original : What if Protestants are Right about the Eucharist? – escrito por Joe Heschmeyer, em língua inglesa. 

Há muitos Protestantes com uma grande inteligência, bem baseados na Escritura, fielmente procurando discernir e seguir a vontade de Deus, que concluíram que as palavras de Jesus sobre o Pão e o Vinho na Última Ceia, sobre as Espécies se tornarem Seu Corpo e Seu Sangue, são meramente simbólicas. E se eles estão certos?

 Primeiro, parece que tal revelação seria trágica. Receber a Eucaristia é o mais íntimo encontro com Jesus Cristo neste lado da Eternidade. De repente, descobrir que essa intimidade era uma farsa, e o que pensávamos ser Deus era na verdade apenas pão, seria desanimador, no mínimo. Pior, isso significaria que todas aquelas horas gastas em adoração eram algo próximo da idolatria do que uma adoração propícia a Deus.

Mas a verdadeira tragédia seria ainda maior – isso significaria que a Igreja estava errada sobre a Eucaristia desde o princípio, pois os primeiros cristãos universalmente acreditavam na Presença Real de Jesus na Eucaristia. O renomado historiador da Igreja Primitiva J.N.D. Kelly, um Protestante, concluiu que “o ensinamento Eucarístico, deve ser entendido desde o início, que era no geral inquestionavelmente realista, isto é, o pão e o vinho consagrados eram tomados, tratados e designados como o Corpo e Sangue do Salvador” (Early Christian Doctrines, 440).

Tome como exemplo a Igreja em Esmirna, atualmente Turquia. Na segunda metade do primeiro século, o apóstolo João entregou uma mensagem diretamente de Jesus Cristo aos Esmirnenses, encorajando-os na sua fidelidade em meio aos sofrimentos (Ap. 2.8-11). Pouco tempo depois, um discípulo de João, Santo Inácio de Antioquia, escreveu a essa mesma igreja local enquanto estava se encaminhando para Roma para ser martirizado no início do segundo século.

Na sua carta, Inácio alerta os Esmirnenses para “se manterem distantes” dos hereges Gnósticos “porque eles não confessam que a Eucaristia é a carne do nosso Salvador Jesus Cristo” (Epístola aos Esmirnenses 7). Repare que Inácio não sente que é necessário convencer seus leitores da verdade da Presença Real. Para ele, era necessário apenas dizer que, uma vez que os Gnósticos rejeitavam a Presença Real, não se deveria “falar deles nem em particular ou público”.

E este é o modo que os Cristãos viam a Eucaristia pelos primeiros séculos da Igreja. Isso não era um teólogo aqui ou ali que ensinou a Presença Real, mas era a posição Cristã sobre o tópico. Em uma série de aulas dadas a catecúmenos que estavam para entrar na Igreja, São Cirilo de Jerusalém os lembrou que “vocês foram ensinados e foram firmemente convencidos que o que aparenta e tem sabor de pão e vinho não é pão e vinho, mas sim o Corpo e o Sangue de Cristo”(Palestra Catequética 22). Cirilo está confortavelmente assumindo que até mesmo aqueles que não foram batizados ainda sabem o suficiente sobre a Cristandade para concluir que os Cristãos acreditam na Presença Real.

 Ainda mais firme do que os muitos Pais da Igreja que ensinam e pregam na Presença Real da Eucaristia é a ausência de líderes cristãos rejeitando essa posição católica ou até ensinando uma posição contrária.

Se um pastor Batista se levantasse no Domingo e declarasse que o Pão e o Vinho se tornam Corpo e Sangue de Cristo, você poderia esperar que haveria reações agressivas e até denúncias de heresia, ou ao menos tentativas de correção. Isso é porque os Batistas não crêem na Presença Real.

O fato de que não vemos esse tipo de protesto na Igreja primitiva é evidência constrangedora que os primeiros cristãos não creem nos que os batistas modernos crêem sobre a Eucaristia. Em vez disso, eles eram unidos em crença sobre a Presença Real na Eucaristia num tempo que Cristãos não tinham medo de mexer uns com os outros sobre questões relativamente menores.

Então, porque isso é importante? Porque isso significa que esses Protestantes não estão apenas dizendo : “Eu penso que as palavras de Cristo na Última Ceia foram ditas para serem meramente simbólicas”, porém estão dizendo: “Eu penso que toda a Igreja entendeu errado um dos mais básicos aspectos da Cristandade por séculos”. Chamemos isso de a posição de que “todo mundo entendeu o Evangelho errado”.

Na Última Ceia, Jesus Cristo disse : “Não vos deixareis sozinhos”, uma promessa de não abandonar a Igreja ou nos deixar como órfãos. Especificamente, Cristo prometeu preservar Sua Igreja ao enviar “o Espírito da Verdade”, o Espírito Santo, para “ensinar-vos todas as coisas, e trazer a memória o que eu vos tenho dito” (João 14.17,26). Como acreditar que promessa é compatível com a ideia de que a Igreja inteira perdeu o verdadeiro sentido da Última Ceia, e que nenhum cristão obteve sucesso em seguir as instruções “em memória de mim” (I Cor. 11:24)?

Com certeza, deixados à nossa própria mercê, nós entenderíamos alguns aspectos do Evangelho errado. É por isso que existem tantas denominações protestantes em competição. Mas a solução é se voltar para a Igreja e ter a humildade de ser guiado, ao invés de confiar que nossa própria leitura da Escritura é superior a de todo mundo. Esse modelo é relatado na própria Escritura. Quando o apóstolo Filipe achou um oficial etíope lendo o livro de Isaías, ele perguntou, “você entende o que você está lendo?”, e o homem respondeu : “Como posso entender, se ninguém me explica?” (Atos 8.30-31). Mas a visão protestante mina tudo isso ao sugerir que a Igreja visível, e também todos os Cristãos em todo lugar, talvez sejam os errados.

Isso não é apenas sobre rejeitar a autoridade do ensinamento da Igreja, mas rejeitar toda a Cristandade antes de um certo ponto da História. Se você pode jogar (por exemplo) toda a Cristandade pré-1517, por que não joga toda a pré-2018? O que superficialmente aparenta ser uma simples divergência na verdade é uma questão de se confiamos ou não na promessa de Cristo de não nos abandonar, deixando nós à mercê das nossas próprias interpretações teológicas.

E mais, se todos entenderam o Evangelho errado, o que pode nos fazer pensar que alguém entendeu o Evangelho corretamente agora? Se todos estiveram errados na literalidade da Eucaristia por séculos, por que alguém não estaria errado na literalidade da Ressurreição ou de qualquer aspecto do Cristianismo? Se toda Cristandade pode entender a mensagem central do Cristianismo de maneira errada, então parece que nós não podemos ser confiáveis para entender os princípios básicos do Cristianismo de modo correto. Mas sustentar isso, é claro, debilita nossa habilidade de confiar na própria Cristandade.