Arquivo mensal: março 2019

Padre Bill Casey: O maior problema na Igreja Católica atualmente

Padre Bill Casey comenta sobre a falta de fé dos católicos na real presença de Cristo na Eucaristia e sobre como esse fato nos conduz a todos os outros problemas atuais dentro da Igreja.

Dr. Troy Hinkel – 10 Dicas para criar seus filhos como Ateus(para pais católicos)

(Re)postagem original por Shameless Popery, um website de Joe Heschmeyer.

A seguir temos uma postagem do nosso convidado, o Dr. Troy Hinkel doHoly Family School of Faith Institute, onde eu trabalho. É um guia para auxiliar você, como cristão, para que possa criar seus filhos para serem ateístas:

Jean-Eugène Buland, Bonheur des Parents (Felicidade dos Pais) (1903)

Eu venho trabalhando com adultos jovens e idosos por cerca de vinte anos em formação da fé. Eu venho acompanhando os passos dessa lista abaixo repetidos várias vezes, sempre tendo grande sucesso. Se a sua meta como um pai católico é criar o seu filho como ateu, essa lista é para você:

  1. Enfatize que ser um católico se trata apenas de seguir regras e evitar o pecado
    Seja lá o que você vai fazer, não mencione que seus filhos deveriam crescer em virtude. Isso vai levá-los à ineroxável conclusão que a moralidade católica é o mesmo que repressão, que será prontamente rejeitada.

  2. Foque bem que a hiper-tolerância é o jeito certo de se virar numa sociedade pluralística
    A única conclusão que pode ser tirada dissa é que dogma é sempre oposto à unidade. Uma Igreja dogmática como o Catolicismo será então vista como oposta à [ideia de] viver em harmonia com os outros.

  3. Nunca reze sozinho ou em família
    Se você não reza, o desejo do seu coração (e o desejo do coração dos seus filhos) vai permanecer desordenado. Os ensinos da Igreja vão se formar como ideias irrealistas e irremediavelmente atrasadas.

  4. Reclame constantemente sobre a Igreja
    Nos domingos, gaste a maior parte do tempo reclamando o quanto a Missa é demorada, do padre que A celebra, e da homilia. Esteja sempre de olho para encontrar desculpas para não ir à Missa aos domingos e nos dias de preceito. Ainda mais, mande seus filhos para a Missa enquanto você fica em casa.

  5. Acredite que seu consumo de mídia não tem nenhuma relação com a sua vida de fé
    Disconecte os filmes, as séries e os programas de TV que você assiste do seus valores morais e católicos. Ao invés disso, escute ou assista programas que promovem o relativismo. Claro que ao fazer isso por qualquer espaço de tempo vai conectar o seu entretenimento com os seus valores, e você vai se dar conta de que você não tem mais nenhum valor restando em si mesmo.

  6. Viva em busca de popularidade, de status, e do sucesso mundano
    Lute para encaixar a sua fé nas outras metas que você está vigorosamente buscando. Isso vai garantir que seus filhos vão ver a Igreja Católica como o lugar apenas para os perdidos e mal-sucedidos.

  7. Diga que não é tarefa sua transmitir a fé para seus filhos
    Seja lá de quem for a tarefa de inspirar a vida de fé do seu filho, ela não é sua. Seja a escola católica ou a aula de religião que dê educação pro seu filho, seu trabalho é apenas levá-los até lá.

  8. Satisfaça-se em imoralidade sexual
    Promova um estilo de vida para seus filhos que aprove e participe em adultério ou pornografia. Seus filhos vão se sentir menosprezados e negligenciados. Desse modo, eles vão ver a Paternidade de Deus do mesmo modo.

  9. Seja severo sobre os ensinos da Igreja sem empatia ou compaixão
    Se você seguir esse passo, seus filhos vão associar a Igreja Católica com crueldade e falta de simpatia

  10. Discorde dos ensinos da Igreja
    Se você vive a sua viva sem respeito para com os ensinos da Igreja, seus filhos vão ter a impressão que a Igreja é governada meramente por regras humanas que são propícias a errar. Eles vão rejeitar isso prontamente.

Talvez, por alguma razão, isso não é o seu objetivo. Se você prefere, ao invés disso tudo, inspirar e criar um discípulo devoto de Cristo, simplesmente faça o oposto de qualquer coisa que você me ouviu mencionar. Eu tenho visto o oposto de cada um desses passos repetidos várias vezes, sempre com grande sucesso!

Traduzido por : Simão Bezerra

– O Tradutor Católico –

A oração mental é necessária para a nossa salvação!

Nesse vídeo, o convertido do Judaísmo Dan Burke, do apostolado spiritualdirection.com, nos ajuda a entender a seguinte declaração de Santo Afonso Maria de Ligório, do livro “A oração”:

“Quem reza certamente se salva, e quem não reza, certamente será condenado. Todos os bem-aventurados, exceto as crianças, salvaram-se pela oração. Todos os condenados se perderam porque não rezaram. Se tivessem rezado não se teriam perdido. E este é e será o maior desespero no inferno: o poder de ter alcançado a salvação com facilidade, pedindo a Deus as graças necessárias. E, agora, esses miseráveis não têm mais tempo de rezar.”

Diante disso, como anda nossa vida de oração? Temos uma? Será que é realmente impossível deixar, a princípio, 30 minutos do dia separados para conversar e meditar as escrituras (ou qualquer outro livro) com Jesus? Repare que Dan Burke não se refere a devoção do Santo Rosário, pois devemos ter as duas coisas… Enfim, que Deus nos conceda a graça de entrarmos pela porta estreita.

A Mais Valiosa Observação Quaresmal – Pe. Hugh Barbour

Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu.

Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.

Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita.*

Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, irá recompensar-te.

Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.

Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, te recompensará.

Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.

Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto.

Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, te recompensará.”

-Mateus 6:1-6, 16-18

Esmola, oração, e jejum: essas são as observâncias da Quaresma. Na concepção popular, a Quaresma é – em maior parte – um tempo para negar-se a si mesmo, para algum tipo de jejum e abstinência, e os outros dois atos – oração e esmola – não chamam tanto a atenção. Nós geralmente ouvimos as pessoas falar do que elas abriram mão para a Quaresma, e menos frequentemente dos outros dois.

Porém Nosso Senhor lista essas obras do tempo santo no qual estamos entrando em rígida ordem teólogica do seu valor intrínseco. Qual é o mais perfeito e de maior mérito em si mesmo? O príncipio do qual tratamos aqui é da primazia da caridade ou do amor, e a primazia do bem comum sobre o bem individual: isto é, dispor nossas ações a um amor mais universal.

Portanto, neste modelo, no qual São Tomás de Aquino expõe de acordo com a ordem dada pelo Salvador, a esmola é maior que a oração privada, e os dois são maiores que o jejum.

De novo, o princípio de avaliação é o amor. A esmola – as obras de caridade que fazemos para os outros – oferece o bem para outros visando a sua felicidade e perfeição. A oração é para si mesmo ou para outros; quando é de intercessão por outros, é uma obra de misericórdia, e uma esmola de amor. O jejum e outras penitências corporais são para nossa própria mortificação e libertação de paixões desordenadas, individualmente. Apesar de que podemos jejuar por certas intenções, como a conversão dos pecadores, mesmo assim o ato de jejuar por si só é intrinsecamente ordenado para a correção e perfeição daquele de jejua.

Está claro na Sagrada Escritura que a generosidade para com os pobres agrada mais a Deus, junto da oração e da auto-negação, do que qualquer um desses dois sem a esmola. Isso significa que ela é mais poderosa até mesmo do que a penitência corporal para cancelar a dívida dos nossos pecados. É claro, um crente deve se engajar em todos esses atos de devoção, mas é bom saber que se você tem falhado relativamente na penitência corporal por causa da fraqueza, fazer atos de amor para aqueles que necessitam ainda é o marco de uma Quaresma “bem-sucedida”.

Claro que esse ranking pode ser praticamente abstrato, já que é o amor de Deus e ao próximo que garante a eficácia da nossa devoção. Portanto, a oração amorosa, a penitência corporal persistente (alguém pode dizer que este é o modo corporal de rezar), e as obras de misericórdia – todas são obras de amor e portanto possuem mérito. Porém a esmola e as obras de misericórdia ilustram a caridade de maneira mais direta e menos ambígua.

Jejuemos e oremos, mas acima de tudo coloquemo-nos à disposição o nosso tempo e nossos meios a serviço daqueles que precisam da nossa misericórdia: os pobres, os desconsolados, os ignorantes, os doentes e os solitários. E de modo especial nós podemos incluir as almas dos fiéis que partiram nessas obras, que anseiam ver a Deus e celebrar a Páscoa celestial!

Título original : “The Most Valuable Lenten Observance” – Fr.Hugh Barbour

Fonte:https://www.catholic.com/magazine/print-edition/the-most-valuable-lenten-penance