Arquivo da categoria: Cardeal Burke

Devemos rejeitar falsos ensinamentos sobre o casamento e os sacramentos

Vídeo traduzido do original: “Cardinal Burke: We must ‘resist’ false teaching on marriage and the sacraments” Disponível aqui: https://goo.gl/2fjd8j

Papa São João Paulo II, na encíclica Familiaris Consortio, número 84, nos ensina qual é a doutrina da Igreja sobre os recasados:

“Exorto vivamente os pastores e a inteira comunidade dos fiéis a ajudar os divorciados (…) a ouvir a Palavra de Deus, a frequentar o Sacrifício da Missa, a perseverar na oração, a incrementar as obras de caridade e as iniciativas da comunidade em favor da justiça, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência para assim implorarem, dia a dia, a graça de Deus. Reze por eles a Igreja, encoraje-os, mostre-se mãe misericordiosa e sustente-os na fé e na esperança.

A Igreja, contudo, reafirma a sua práxis, fundada na Sagrada Escritura, de não admitir à comunhão eucarística os divorciados que contraíram nova união. Não podem ser admitidos, do momento em que o seu estado e condições de vida contradizem objetivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja, significada e atuada na Eucaristia. Há, além disso, um outro peculiar motivo pastoral: se se admitissem estas pessoas à Eucaristia, os fiéis seriam induzidos em erro e confusão acerca da doutrina da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimônio.

A reconciliação pelo sacramento da penitência – que abriria o caminho ao sacramento eucarístico – pode ser concedida só àqueles que, arrependidos de ter violado o sinal da Aliança e da fidelidade a Cristo, estão sinceramente dispostos a uma forma de vida não mais em contradição com a indissolubilidade do matrimônio. Isto tem como consequência, concretamente, que quando o homem e a mulher, por motivos sérios – quais, por exemplo, a educação dos filhos – não se podem separar, «assumem a obrigação de viver em plena continência, isto é, de abster-se dos atos próprios dos cônjuges.

Igualmente o respeito devido quer ao sacramento do matrimônio quer aos próprios cônjuges e aos seus familiares, quer ainda à comunidade dos fiéis proíbe os pastores, por qualquer motivo ou pretexto mesmo pastoral, de fazer em favor dos divorciados que contraem uma nova união, cerimônias de qualquer gênero. Estas dariam a impressão de celebração de novas núpcias sacramentais válidas, e consequentemente induziriam em erro sobre a indissolubilidade do matrimônio contraído validamente.” [1]

[1] FAMILIARIS CONSORTIO, 84: http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/apost_exhortations/documents/hf_jp-ii_exh_19811122_familiaris-consortio.html#fn84

 

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Cardeal Burke: A família é uma pequena Igreja

Cardeal Raymond Burke relembra a devoção de sua família ao Sagrado Coração de Jesus e do modo como eles costumavam montar uma mesa com flores para Maria durante o mês de maio. Essa vida de fé ensinou-lhe desde criança que a família é “uma pequena igreja”. Ele encoraja as famílias católicas a criarem esse tipo de ambiente para seus filhos e a terem uma vida devocional bem intensa, especialmente as famílias jovens. [1]

“No conjunto daquilo que é o apostolado evangelizador dos leigos, não se pode deixar de pôr em realce a ação evangelizadora da família. Nos diversos momentos da história da Igreja, ela mereceu bem a bela designação sancionada pelo Concílio Ecumênico Vaticano II: “Igreja doméstica”. Isso quer dizer que, em cada família cristã, deveriam encontrar-se os diversos aspectos da Igreja inteira. Por outras palavras, a família, como a Igreja, tem por dever ser um espaço onde o Evangelho é transmitido e donde o Evangelho irradia.” [2]

“§1666 O lar cristão é o lugar em que os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. Por isso, o lar é chamado, com toda razão, de “Igreja doméstica”, comunidade de graça e de oração, escola das virtudes humanas e da caridade cristã.

§2685 A família cristã é o primeiro lugar da educação para a oração. Fundada sobre o sacramento do matrimônio, ela é “a Igreja doméstica”, onde os filhos de Deus aprendem a orar “como Igreja” e a perseverar na oração. Para as crianças, particularmente, a oração familiar cotidiana é o primeiro testemunho da memória viva da Igreja reavivada pacientemente pelo Espírito Santo”. [3]

Fonte do texto:

[1] https://www.youtube.com/watch?v=y7kXinxOFKc

[2]http://br.radiovaticana.va/storico/2012/06/03/a_nova_evangeliza%C3%A7%C3%A3o_e_a_fam%C3%ADlia_%E2%80%93_igreja_dom%C3%A9stica,_lugar_origin%C3%A1rio/bra-593484

[3]Catecismo da Igreja Católica

Entrevista do Cardeal Burke à EWTN sobre as dubia presentes na Amoris Laetitia

“Percebo que um espírito mundano, um espírito mundano entrou na Igreja, que divide seus membros em vários campos: liberais e conservadores (que são os fundamentalistas, como alguns gostam de chamar todos nós que estamos lutando para defender o constante ensino da Igreja). Mas todos nós somos católicos romanos. Todos nós somos chamados a seguir a Cristo, como Ele vem a nós na Sua Igreja através do constante ensinamento da Igreja. Esta politização da Igreja, que é muito aumentada por todas estas formas de intervenção midiática, são muito prejudiciais e estão a fazer uma grande quantidade de dano ao bem comum de todos na Igreja.”

Atenção: comentários dirigidos de maneira desrespeitosa ao Papa Francisco serão deletados. Em caso de reincidência a pessoa será bloqueada.