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Dr. Troy Hinkel – 10 Dicas para criar seus filhos como Ateus(para pais católicos)

(Re)postagem original por Shameless Popery, um website de Joe Heschmeyer.

A seguir temos uma postagem do nosso convidado, o Dr. Troy Hinkel doHoly Family School of Faith Institute, onde eu trabalho. É um guia para auxiliar você, como cristão, para que possa criar seus filhos para serem ateístas:

Jean-Eugène Buland, Bonheur des Parents (Felicidade dos Pais) (1903)

Eu venho trabalhando com adultos jovens e idosos por cerca de vinte anos em formação da fé. Eu venho acompanhando os passos dessa lista abaixo repetidos várias vezes, sempre tendo grande sucesso. Se a sua meta como um pai católico é criar o seu filho como ateu, essa lista é para você:

  1. Enfatize que ser um católico se trata apenas de seguir regras e evitar o pecado
    Seja lá o que você vai fazer, não mencione que seus filhos deveriam crescer em virtude. Isso vai levá-los à ineroxável conclusão que a moralidade católica é o mesmo que repressão, que será prontamente rejeitada.

  2. Foque bem que a hiper-tolerância é o jeito certo de se virar numa sociedade pluralística
    A única conclusão que pode ser tirada dissa é que dogma é sempre oposto à unidade. Uma Igreja dogmática como o Catolicismo será então vista como oposta à [ideia de] viver em harmonia com os outros.

  3. Nunca reze sozinho ou em família
    Se você não reza, o desejo do seu coração (e o desejo do coração dos seus filhos) vai permanecer desordenado. Os ensinos da Igreja vão se formar como ideias irrealistas e irremediavelmente atrasadas.

  4. Reclame constantemente sobre a Igreja
    Nos domingos, gaste a maior parte do tempo reclamando o quanto a Missa é demorada, do padre que A celebra, e da homilia. Esteja sempre de olho para encontrar desculpas para não ir à Missa aos domingos e nos dias de preceito. Ainda mais, mande seus filhos para a Missa enquanto você fica em casa.

  5. Acredite que seu consumo de mídia não tem nenhuma relação com a sua vida de fé
    Disconecte os filmes, as séries e os programas de TV que você assiste do seus valores morais e católicos. Ao invés disso, escute ou assista programas que promovem o relativismo. Claro que ao fazer isso por qualquer espaço de tempo vai conectar o seu entretenimento com os seus valores, e você vai se dar conta de que você não tem mais nenhum valor restando em si mesmo.

  6. Viva em busca de popularidade, de status, e do sucesso mundano
    Lute para encaixar a sua fé nas outras metas que você está vigorosamente buscando. Isso vai garantir que seus filhos vão ver a Igreja Católica como o lugar apenas para os perdidos e mal-sucedidos.

  7. Diga que não é tarefa sua transmitir a fé para seus filhos
    Seja lá de quem for a tarefa de inspirar a vida de fé do seu filho, ela não é sua. Seja a escola católica ou a aula de religião que dê educação pro seu filho, seu trabalho é apenas levá-los até lá.

  8. Satisfaça-se em imoralidade sexual
    Promova um estilo de vida para seus filhos que aprove e participe em adultério ou pornografia. Seus filhos vão se sentir menosprezados e negligenciados. Desse modo, eles vão ver a Paternidade de Deus do mesmo modo.

  9. Seja severo sobre os ensinos da Igreja sem empatia ou compaixão
    Se você seguir esse passo, seus filhos vão associar a Igreja Católica com crueldade e falta de simpatia

  10. Discorde dos ensinos da Igreja
    Se você vive a sua viva sem respeito para com os ensinos da Igreja, seus filhos vão ter a impressão que a Igreja é governada meramente por regras humanas que são propícias a errar. Eles vão rejeitar isso prontamente.

Talvez, por alguma razão, isso não é o seu objetivo. Se você prefere, ao invés disso tudo, inspirar e criar um discípulo devoto de Cristo, simplesmente faça o oposto de qualquer coisa que você me ouviu mencionar. Eu tenho visto o oposto de cada um desses passos repetidos várias vezes, sempre com grande sucesso!

Traduzido por : Simão Bezerra

– O Tradutor Católico –

A Mais Valiosa Observação Quaresmal – Pe. Hugh Barbour

Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu.

Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.

Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita.*

Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, irá recompensar-te.

Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.

Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, te recompensará.

Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.

Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto.

Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, te recompensará.”

-Mateus 6:1-6, 16-18

Esmola, oração, e jejum: essas são as observâncias da Quaresma. Na concepção popular, a Quaresma é – em maior parte – um tempo para negar-se a si mesmo, para algum tipo de jejum e abstinência, e os outros dois atos – oração e esmola – não chamam tanto a atenção. Nós geralmente ouvimos as pessoas falar do que elas abriram mão para a Quaresma, e menos frequentemente dos outros dois.

Porém Nosso Senhor lista essas obras do tempo santo no qual estamos entrando em rígida ordem teólogica do seu valor intrínseco. Qual é o mais perfeito e de maior mérito em si mesmo? O príncipio do qual tratamos aqui é da primazia da caridade ou do amor, e a primazia do bem comum sobre o bem individual: isto é, dispor nossas ações a um amor mais universal.

Portanto, neste modelo, no qual São Tomás de Aquino expõe de acordo com a ordem dada pelo Salvador, a esmola é maior que a oração privada, e os dois são maiores que o jejum.

De novo, o princípio de avaliação é o amor. A esmola – as obras de caridade que fazemos para os outros – oferece o bem para outros visando a sua felicidade e perfeição. A oração é para si mesmo ou para outros; quando é de intercessão por outros, é uma obra de misericórdia, e uma esmola de amor. O jejum e outras penitências corporais são para nossa própria mortificação e libertação de paixões desordenadas, individualmente. Apesar de que podemos jejuar por certas intenções, como a conversão dos pecadores, mesmo assim o ato de jejuar por si só é intrinsecamente ordenado para a correção e perfeição daquele de jejua.

Está claro na Sagrada Escritura que a generosidade para com os pobres agrada mais a Deus, junto da oração e da auto-negação, do que qualquer um desses dois sem a esmola. Isso significa que ela é mais poderosa até mesmo do que a penitência corporal para cancelar a dívida dos nossos pecados. É claro, um crente deve se engajar em todos esses atos de devoção, mas é bom saber que se você tem falhado relativamente na penitência corporal por causa da fraqueza, fazer atos de amor para aqueles que necessitam ainda é o marco de uma Quaresma “bem-sucedida”.

Claro que esse ranking pode ser praticamente abstrato, já que é o amor de Deus e ao próximo que garante a eficácia da nossa devoção. Portanto, a oração amorosa, a penitência corporal persistente (alguém pode dizer que este é o modo corporal de rezar), e as obras de misericórdia – todas são obras de amor e portanto possuem mérito. Porém a esmola e as obras de misericórdia ilustram a caridade de maneira mais direta e menos ambígua.

Jejuemos e oremos, mas acima de tudo coloquemo-nos à disposição o nosso tempo e nossos meios a serviço daqueles que precisam da nossa misericórdia: os pobres, os desconsolados, os ignorantes, os doentes e os solitários. E de modo especial nós podemos incluir as almas dos fiéis que partiram nessas obras, que anseiam ver a Deus e celebrar a Páscoa celestial!

Título original : “The Most Valuable Lenten Observance” – Fr.Hugh Barbour

Fonte:https://www.catholic.com/magazine/print-edition/the-most-valuable-lenten-penance

O Coração Evangélico e Pastoral de S. Francisco de Sales

Hoje, nós celebramos a festa de São Francisco de Sales (1567-1622), um dos mais santos mais importantes na história da Igreja que prestou um grandioso papel em fazer retornar dezenas de milhares de calvinistas à Igreja Católica. Frequentemente, você vai encontrar um santo que se desenvolveu na teologia, na mística, na apologética, ou em autoria devocional. Francisco era tudo isso, e ainda era um evangelista sucedido, e então o bispo de uma diocese perseguida.

Francisco de Sales como um Homem para Todas as Eras

A sua Introdução à Vida Devotaera focada na necessidade dos leigos de serem santos. Deste modo, como observou o Papa Paulo VI, ele anticipou a ênfase do Concílio Vaticano II…cerca de quatrocenos anos à frente de seu tempo:

“Nenhum dos doutores recentes da Igreja antecipou mais as deliberações e decisões do Concílio Vaticano II com uma percepção aguçada e progressiva como São Francisco de Sales. Ele presta sua contribuição pelo exemplo de sua vida, pela riqueza de sua doutrina sólida e verdadeira, pelo fato de que ele abriu e reforçou os caminhos espirituais da perfeição cristã para todos os estados e condições na vida. Nós propomos que estas três coisas sejam imitadas, abraçadas e seguidas.”

Mas os seus escritos não eram apenas devocionais. Ele também era um apologista brilhante. Ele era um padre, e depois bispo, de Genebra, quando a cidade (e muito da área ao redor) estava sobre rígido controle calvinista. As pessoas foram banidas de ir a uma Missa ou até mesmo de ouvir um católico pregar. Francisco contornou isso escrevendo folhetos apologéticos comparando o catolicismo e o calvinismo, e os postando aonde ele podia, até mesmo colocando debaixo da porta da casa das pessoas da cidade. Eles folhetos, depois reunidos no livro A Controvérsia Católica, foram massivamente influentes. A superior de Annecy, a madre de Chaugy, disse em 1661: “é considerrado que esse Tratado é calculado para produzir tantos frutos para a conversão entre os heréticos quanto a Introdução à Vida Devotaentre os católicos para a devoção.”

Somando aos seus escritos devocionais e apologéticos, ele também era um teólogo brilhante que ajudou a orquestrar algo como um cessar-fogo nos debates entre os dominicanos e os jesuítas sobre graça e predestinação. Ele também escreveu o místico Tratado sobre o Amor de Deus, do qual o papa Bento XVI disse : “em uma temporada intensamente florada de misticismo o Tratado sobre o Amor de Deusfoi uma verdadeira e apropriada summa e ao mesmo tempo um trabalho literário fascinante.

A Caridade Inflamada do Coração Sacerdotal de Francisco

Por trás de toda a sua contribuição devocional, apologética, teológica e mística, havia um verdadeiro evangelista e um pastor de almas, e é esse aspecto de S.Francisco de Sales que eu quero enfatizar. Desde o início, ele desistiu de quase tudo para ser padre. Ele veio de uma família francesa católica e devota, proeminente e com boas ligações. O seu pai, François de Sales, Lorde de Boisy, Sales, e Novel, era um magistrado. Ele queria que Francisco, o mais velho de seus treze filhos, seguisse seus passos. Ele mandou seu filho para algumas das escolas mais finas da Europa. Quando tinha 25 anos, Francisco tinha se graduado da Faculdade de Clermont (onde ele estudou filosofia e humanidades) e tinha recebido um doutorado em Direito e Teologia da Universidade de Pádua.

Francisco foi rapidamente admitido como advogado, apesar de ainda ter esperanças de ser tornar um padre ao invés de ser advogado. Em Clermont, um padre tinha o ajudado a lutar contra o desespero e a depressão, e esse encontro parece ter plantado as sementes para a vocação do próprio Francisco. Seu pai, enquanto isso, tinha lhe assegurado uma variedade de posições prestigiosas para ele, incluindo como um senador. Um compromisso foi finalmente assegurado, mediado pelo primo de Francisco, o cônego Louis de Sales: François iria aceitar permitir que Francisco se tornasse um padre, em troca que Francisco fosse apontado seria apontado prepósito da catedral-capital de Genebra, uma posição proeminente junto à diocese. Tanto François quanto o bispo de Genebra concordaram, e Francisco foi ordenado no ano seguinte.

Quase que imediatamente, Francisco se lançou para re-converter o povo de sua diocese. Em 1594, aos 26 anos, Francisco e seu primo Louis embarcaram em uma longa missião de conversão dentro e ao redor do distrito calvinista de Chablais, no então norte do Ducado de Saboia. Esse é o modo de como ele descreveu a situação na qual ele entrou:

“Quando nós entramos naqueles bailiados, triste, de fato, tudo apareceu. Vimos sessenta e cinco paróquias, nas quais, exceto os oficiais do duque, não havia, entre tantas milhares de pessoas (ex tot millibus), cem católicos. As igrejas, parcialmente deformadas, parcialmente em ruínas; em nenhum lugar havia o sinal da cruz, em nenhum lugar havia altares; e em todo lugar havia todos os vestígios da antiga e verdadeira fé destruída; em todo lugar haviam ministros – isto é, professores de heresia.”

Alguns padres encaram tarefas desafiadoras após a ordenação, mas isso é um nível bem diferente: Genebra havia sido submetida a uma campanha que durou por uma geração para tentar purgar todos os vestígios do catolicismo: altares e estátuas destruídas, igrejas branqueadas, e a religião católica esmagada de todo o jeito. Em outra carta, ele adicionou que as pessoas eram proibidas, por lei, de ouvi-lo pregar: “a obstinação dessa gente é tão grande que foi proibido por ordenança pública a ir a sermões católicos.”

Como resposta a isso, como eu mencionei, Francisco escreveu os tratados que depois se tornariam A Controvérsia Católica. Mas nos dois primeiros anos, ele não conseguiu ter muito sucesso. As pessoas que ele estava tentando converter não iriam ouvi-lo, muito menos dar-lhe alguma coisa para comer, ou um lugar para dormir. Mackey observa:

“Está autenticamente registrado que ele não podia nem sequer comprar pão, e que em uma ocasião ele e seu primo só se salvaram de morrerem congelados por se abrigarem a noite toda na panificadora da vila. Em 12 de Dezembro de 1594, cercado em uma árvore onde matilhas de lobos que ali ficavam quando nevava, ele teve de se amarrar nos galhos mais altos de uma árvore, e foi encontrado por alguns camponeses na manhã seguinte quase morto.”

Ele amava muito seu povo, mesmo quando eles viravam as costas para ele.

Claro que isso tudo estava pesando para ele. Seu pai se negou a continuar financiando a sua missão, porque lhe parecia uma causa perdida. Eventualmente, exausto e sem dinheiro, até mesmo Louis abandonou a missão. Há registros de que houveram até mesmo tentativas de assassinato contra a vida de Francisco. Em uma carta escrito em 1595 a Antonie Favre, barão de Pérouges, Francisco escreveu:

“A ceifa em Thonon é um fardo que esgota minha força, mais eu estou resolvido não abandoná-la com sua concordância (e) sua ordem. No entanto, eu continuo a preparar, por todo tipo de expedições e trabalhos, novos trabalhadores Eu observo que não há fim para os truques do inimigo do gênero humano. Eu tenho sido atormentado e ainda sou, meu irmão, vendo que entre tais catástrofes que ameaçam nossas cabeças, ali resta para nós apenas um momento para cultivar a devoção da quais nós teríamos uma necessidade sob pressão. É necessário, contudo, contar com a misericórdia de Nosso Senhor, e elevar nossos corações a esperanças maiores.”

Verdadeiramente, este é um testemunho à sua piedade que a maior dificuldade da qual ele reclamava era a falta de tempo para rezar.

Seria fácil para ele ter desistido, mas pela graça de Deus, ele não desistiu. Sua persistência deu frutos. Em alguns anos, estes começaram a germinar. Finalmente, a sua missão foi um sucesso gigante, convertendo quase cada uma das 72 mil almas vivendo em Chablais e retornando-as ao Catolicismo. Mackey descreve deste modo: “no final de quatro anos, todo o país era católico, as paróquias estavam organizadas, as igrejas sendo restauradas e apenas cem calvinistas restaram.”

Esse legado continua até os dias de hoje, na forma de uma presença católica contínua. Por exemplo, a grande Igreja de São Hipólito, reconstruída no século doze, se tornou Calvinista em 1536. Sob a influência de São Francisco de Sales, ela retornou para a Igreja Católica em 1594, e permanece Católica até hoje.

Então, o que contribuiu para o sucesso da missão de S.Francisco em Chablais? Certamente, seu talento natural prestou algum papel, mas eu sugeriria que Deus fez grande uso da sua caridade e de sua persistência.

Ele combinou uma ortodoxia sólida com uma devoção pastoral intensa. Na doutrina, ele não iria mover uma polegada; pastoralmente, não havia nada que ele não faria. De fato, ele criou o ditado de que “uma colher de mel atrai mais moscas que um barril de vinagre”. Ele viveu Mateus 18:12 de uma maneira radical, recorrendo a meios extremos (alguns vezes, até arriscando a vida) para salvar até mesmo algumas almas. Ele é o santo padroeiro da imprensa católica, por causa do jeito que usou a mídia (no seu tempo, tratados impressos e livros) para evangelizar quando todas as portas estavam fechadas, e para providenciar direção espiritual. Ele também é o santo padroeiro dos surdos, por uma razão ainda mais radical: para ensinar um homem surdo sobre Deus, S. Francisco inventou uma forma de língua de sinais.

Depois de se tornar bispo de Genebra, ele visitou cada uma das 450 paróquias de sua diocese, cinco abadias, seis prioras conventuais, quatro mosteiros cartuxos, e cinco conventos. Até mesmo quem discordava de sua teologia não podia duvidar de seu amor pelo povo de Deus. Justamente ele é chamado “o Santo Cavalheiro“, e nomeado o Doutor da Caridade.

Conclusão

Talvez eu esteja um pouco enviesado pelo meu amor por S.Francisco de Sales. Afinal, há poucos padres diocesanos barbudos que tem conhecimento em Direito e um amor pela apologética, teologia, e pelo povo de Deus, e ainda menos (na verdade, exatamente um só) que também são Doutores da Igreja. Mas não posso me conter para não ver Francisco como modelo tanto para os padres quanto para todos aqueles envolvidos em evangelização. Apesar de que ele tinha um pavio curto, como ele mesmo admitiu, ele nunca deixou isso interferir no seu serviço para a salvação de seu próximo. Que nós possamos, como Francisco, inflexivelmente ortodoxos, mas rápidos sem hesitação para servir as necessidades de nossos irmãos e irmãs.

Título original : “The Evangelical and Pastoral Heart of St. Francis de Sales”.

Autor : Joe Heschmeyer

Tradutor : Simão Bezerra

  • O Tradutor Católico

Se o pai leva a sério a fé, os filhos também levarão, diz pesquisa.

Tradução por Simão Bezerra – Artigo original: If dad takes faith in God seriously, so will his children.

“Tenho procurado entre eles alguém que construísse o muro e se detivesse sobre a brecha diante de mim, em favor da terra…”. Ezequiel 22, 30

HOMENS… estes são os tempos em que você e eu vivemos… está é a terra com a qual lidamos. O que faremos sobre isso?

Em uma exortação apostólica poderosamente redigida, o Bispo Thomas Olmsted de Phoenix, Arizona, clamou aos homens para “não hesitarem em entrar na batalha que está sendo travada ao redor de vocês.”

Em uma exortação de 23 páginas, intitulada “Dentro da Brecha“, Dom Olmsted desafia os homens a entrarem em uma batalha, “primeiramente espiritual”, contra as forças que estão “progressivamente matando o caráter cristão remanescente na nossa sociedade e na nossa cultura, e até mesmo nas nossas casas.” Eis um trecho:

“Este mundo está sob ataque de Satanás, como nosso Senhor disse que estaria (1 Pedro 5, 8-14). Esta batalha está ocorrendo até na Igreja, e a devastação é muito evidente. Desde 2000 d.C. 14 milhões de Católicos deixaram a fé, a educação religiosa paroquial das crianças decaiu em 24%, a frequência das escolas católicas caiu em 19%, o batismo de crianças caiu em 28%, o batismo de adultos caiu em 31%, e os sacramentos matrimoniais católicos caíram em 41%. Isto é uma brecha séria, um buraco aberto nas linhas de batalha de Cristo. (…) Uma das razões principais pelas quais a Igreja está vacilando diante dos ataques de Satanás é que muitos homens católicos não têm “entrado na brecha” – para preencher este espaço que permanece aberto e vulnerável para mais ataques. Muitos têm deixado a fé, e muitos que permanecem “católicos” praticam a fé timidamente e apenas se comprometem minimamente em transmitir a fé aos seus filhos. Pesquisas recentes mostram que um alto número de jovens homens católicos estão deixando a fé para se tornar “nones” – homens que não têm afiliação religiosa. As perdas crescentes de jovens homens católicos terá um impacto devastador na Igreja nos Estados Unidos nas próximas décadas, à medida que os homens velhos falecerem e os homens jovens falharem em permanecer e casar na Igreja, acelerando as perdas que já aconteceram. (…) Estes fatos são devastadores. À medida que nossos pais, irmãos, tios, filhos e amigos se afastam da Igreja, eles caem mais e mais profundamente em pecado, cortando seus laços com Deus e deixando-se vulneráveis ao fogo do Inferno. Enquanto sabemos que Cristo acolhe de volta todo pecador que se arrepende, a verdade é que muitos homens católicos estão falhando em manter as promessas que fizeram no batismo de seus filhos – promessas de trazê-los para Cristo e criá-los na fé da Igreja.”

Um largo e importante estudo conduzido pelo governo suíço em 1994 e publicado em 2000 revelou alguns fatos espantosos em relação à transmissão da fé e valores religiosos por gerações. Em resumo, o estudo revela: “É a prática religiosa do pai de família que, acima de tudo, determina a futura presença ou ausência das crianças na igreja.”

O estudo relata:

Se tanto o pai quanto a mãe vão à igreja regularmente, 33% dos seus filhos vão frequentar regularmente, e 41% vão frequentar irregularmente. Apenas um quarto dos seus filhos vão acabar não praticando [a religião].

Se o pai é irregular e a mãe regular, apenas 3% dos filhos vão subsequentemente ser regulares, enquanto mais 59% se tornarão irregulares. 38% estarão perdidos.

Se o pai não é praticante e a mãe é regular, apenas 2% dos filhos se tornarão praticantes regulares, e 37% irão frequentar irregularmente. Mais de 60% dos seus filhos estarão completamente perdidos para a igreja!

O que acontece se o pai é regular mas a mãe é irregular ou não-praticante? Surpreendentemente, a porcentagem das crianças que se tornam regulares sobe de 33% para 38% com a mãe irregular e para 44% com a não praticante. Isso sugere que a lealdade ao compromisso do pai cresce em resposta ao desleixo ou à indiferença da mãe para a religião.

Em resumo, se um pai não vai à igreja – independentemente de quão fiel seja a devoção de sua esposa – apenas uma em cada 50 crianças se tornarão um adorador regular. Se um pai é regular, independentemente da prática da mãe, cerca de dois terços a três quartos dos seus filhos frequentarão a igreja (regular e irregularmente). Um dos motivos sugeridos para esta distinção é que as crianças tendem a aprender sobre a vida doméstica com a mãe enquanto as suas concepções do mundo exterior vêm do seu pai. Se o pai leva a fé em Deus à sério então a mensagem para seus filhos é que Deus deve ser levado à sério.

Isto confirma o papel essencial do pai como líder espiritual, o que eu chamaria de verdadeira paternidade. Os pais devem amar suas esposas assim como Cristo amou a Igreja, modelando o amor do Pai em seu mais importante relacionamento terreno. Os pais devem cuidar dos seus filhos assim como o Pai nos céus cuida de nós e, finalmente, os pais têm um papel principal em ensinar aos seus filhos a verdade sobre a realidade. É o pai que deveria instruir os seus filhos em seu entendimento do mundo a partir de uma cosmovisão católica consciente e informada. É o pai que é essencial para enviar seus filhos para a frente com uma visão bíblica da realidade e uma fé em Jesus que é enraizada em um entendimento sólido.

É tempo para os pais retornarem para a masculinidade honrosa e reconsiderar suas prioridades e realinhá-las com os mandamentos, decretos e leis de Deus, ensinando estas coisas para seus filhos “seja sentado em sua casa, seja andando pelo caminho, ao te deitares e ao te levantares”. (Deuteronômio 6, 7).